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    July 15

    A Arte de não Adoecer

     
     
    A ARTE DE NÃO ADOECER
     
    DRAUZIO VARELLA
     
     
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    SE NÃO QUISER ADOECER...
     
    ...FALE DE SEUS SENTIMENTOS
     
    Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doença como: gastrite, úlcera, dores na coluna. Com o tempo a repressão dos sentmentos degenera até em câncer.
    Então vamos desabar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos "segredos", nossos erros...O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia!
     
    ...TOME DECISÕES
     
    A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valoes para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.
     
    ...BUSQUE SOLUÇÕES
     
     Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender os fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doenças.
     
    ...NÃO VIVA DE APARÊNCIAS
     
    Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho, etc, está acumulando toneladas de peso...Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.
     
    ...ACEITE-SE
     
     
    A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia! 
     
    ...CONFIE
     
    Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria laços profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfinaça é falta de fé em si, nos outros e em Deus.
     
    ...NÃO VIVA SEMPRE TRISTE
     
    O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. O bom humor nos salva das mãos do doutor. Alegria é saúde e terapia.
    July 09

    Arte Integrativa

    A MANDALA E O TRABALHO TERAPÊUTICO
     
     
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    Mandala é uma palavra da língua sânscrita que quer dizer círculo. Mandala também tem outros significados como círculo mágico, concentração de energia, ou diagrama circular. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, integração e harmonia.

    A mandala pode ser utilizada de vários modos: desenvolvimento pessoal, desenvolvimento espiritual, promover cura, harmonização de pessoas e ambientes, rituais, magia, dança, decoração, arte, arquitetura.

    Então, podemos dizer que a mandala serve para ativar, energizar, irradiar, concentrar, absorver, transformar, transmutar, curar e espiritualizar as pessoas que trabalham com elas, um ambiente que se quer fazer especial ou até mesmo para algo que se quer alcançar.

    Em várias culturas a mandala foi símbolo de expressão científica, religiosa ou artística. A arte rupestre, o símbolo taoísta Taiji, do yin e yang, o calendário Maia, os yantras indianos, as mandalas tibetanas, as rosáceas da Catedral de Chartres, são exemplos de mandalas de diversos povos em diversas épocas.

    Religiosamente as mandalas tiveram grande expressão no budismo tibetano, como forma de oferenda, contemplação, e meditação. Os monges budistas desenhavam mandalas de areia, que depois eram oferecidas a divindades ou pintavam mandalas na seda, as famosas Thankas tibetanas, onde a figura central é quase sempre um dos Budas, representando passagens de suas vidas ou o caminho do discípulo para alcançar sua realização, como a Mandala dos Quatro Budas, a da Roda do Sansara e a Mandala Kalachakra. Na Índia encontramos os yantras, usados no tantrismo, que são Mandalas geométricas que representam divindades, mantras ou o caminho para a união com o Cosmo e a Iluminação. O yantra mais conhecido é a mandala Sri Yantras, composta por vários triângulos.
    Os magos trabalham em espaços mágicos, riscando círculos ou mandalas, que ativam energias direcionadas ao que se deseja alcançar. Os índios utilizam mandalas na dança e nos rituais de cura.

    As mandalas, também, fizeram parte da expressão cristã dos séculos XVI, XVII e XVIII, como também dos escritos herméticos, da alquimia e da cabala. A Mandala cabalística da Árvore da Vida; a Mandala alquímica, A Conjunção; a grande rosácea da Catedral de Chartres; a cúpula do átrio da Basílica de São Marco; A Gênese são mandalas desses períodos e mostram como elas são especiais, poderosas, misteriosas e mágicas pelo que emanam às pessoas que visitam, contemplam ou meditam nesses lugares.

    As mandala também são usadas nas artes plásticas em pinturas, esculturas, porcelanas e ainda na arquitetura, como em templos, pagodes, catedrais, e mais recentemente nas modernas construções. 

    Na área terapêutica foi Jung quem trouxe as mandalas para os consultórios. Jung pintou sua primeira mandala em 1916. Desde então costumava desenhar mandalas todas as manhãs. Seus primeiros desenhos eram somente desenhos circulares e ele não compreendia seus significados. Porém, dois anos depois observou que havia um padrão em suas mandalas e caso estivesse em conflito desenhava uma mandala alterada. Hoje em dia a mandala é usada na psicologia junguiana e transpessoal e por terapeutas que trabalham com desenvolvimento pessoal.

    A mandala trabalha a pessoa nos aspectos: físico, emocional e energético. No aspecto físico promove bem-estar, relaxamento e previne o estresse. Emocionalmente, as mandalas pessoais podem trabalharconteúdos oriundos de emoções antigas, atuais ou futuras, pois o trabalho com mandalas sinaliza eventos que aconteceram, os que estão ocorrendo e os quer estão para acontecer.

    Quando se desenha mandalas pessoais terapeuticamente é comum acontecer de surgirem memórias passadas que são colocadas no desenho sob forma de impressões sutis, que só será percebida por quem souber fazer a leitura do que está sendo sinalizado pelo inconsciente de quem está desenhando. A leitura dessas impressões se faz por meio do traço, da forma, das cores, dos símbolos, das marcas e vários outros aspectos que podem surgir quando se faz uma mandala pessoal.

    Qualquer pessoa pode se trabalhar com mandalas, tanto com a ajuda de um terapeuta, quanto sozinho mesmo. Se optar por trabalhar-se sozinho, a pessoa pode colorir mandalas ou desenhar mandalas pessoais, geométricas ou mistas. Também, pode meditar com uma mandala que lhe seja atraente ou que o instigue alguma coisa. É um trabalho simples, mas ao mesmo tempo profundo, pois as mandalas vão colocando, de forma sutil, no lugar certo aquilo que se encontrava fora de lugar.

    Quanto a isso Jung diz que “a mandala possui uma eficácia dupla: conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la, se desapareceu. Nesse último caso, exerce uma função estimulante e criadora”. Trabalhar com mandalas promove relaxamento psicofísico pela postura ao desenhar, pela contemplação, e pela meditação que o próprio fazer proporciona. Ainda desenvolve centramento, atenção, concentração, percepção e a intuição. Também, é um ótimo instrumento para ativar sonhos especiais ou fazer quem não se lembra deles começar a lembrá-los.

    No aspecto energético a mandala ativa, energiza e irradia, aquilo a que se propõe, podendo harmonizar ambientes físico ou pessoas que estejam carregados negativamente ou com uma aura de sofrimento e tristeza. Ainda energeticamente a mandala pode levar a pessoa a contatos com dimensões superiores e ao encontro de um caminho espiritual. Por isso a mandala foi e ainda é muito utilizada, na meditação e para o desenvolvimento e ampliação da consciência.
     

    Antonietta Graziano Forcione

    July 02

    Ansiedade

     
     
    ANSIEDADE
     
     
    Viver ansiosamente passou a ser considerado uma condição do homem moderno ou um destino comum e ao qual todos estamos, de alguma maneira atrelados.
    A Ansiedade sempre esteve presente na jornada humana desde a caverna até a nave espacial. A novidade é que só agora, através das concepções da Neurofisiologia, da Neurociência, da Medicina psicossomática, da Naturologia, da Psiquiatria, da Prática clínica, estamos dando atenção à quantidade, tipos e efeitos dessa Ansiedade sobre o organismo todo e sobre o psiquismo humano.
    Antes de pensar na ansiedade do tipo patológico, há que se considerar a ansiedade normal como sendo um equipamento biológico necessário à sobrevîvência do ser humano - como principal instrumento de adaptação do indivíduo às exigências da vida.
    É um sinal de alerta que adverte sobre a necessidade de adaptação iminente, capacitando a pessoa para medidas eficientes de enfrentamento. O indivíduo ansioso coloca-se em posição de alarme, física e psiquicamente; dilata as pupilas, acelera o coração, diverge o sangue para a musculatura voluntária, aumenta a glicose circulante, dilata os brônquios.
    A ansiedade passou a ser a causa de distúrbios quando o ser humano colocou-a, não a serviço de sua sobrevivência, como fazia antes, mas a serviço de sua existência, como o amplo leque de exigências quantitativas e qualitativas desta existência.
    Fisiologicamente o estresse passou a ser o representante emocional da ansiedade
    A manifestação pode acontecer em 3 níveis:
     
    • Neuro-endócrino - diz respeito aos efeitos da adrenalina, noradrenalina, glucagon, hormônio antidiurético e cortisona.
    • Visceral - corre por conta do Sistema Nervoso Autônomo, o qual reage excitando o organismo (sistema simpático) para a reação de alarme ou relaxando-o (sistema vagal), na fase de esgotamento.
    • Consciência - se manifesta por dois sentimentos desagradáveis: 1. Através da consciência das sensações fisiológicas de sudorese, palpitação, inquietação etc; 2.  Através da consciência de estar nervoso ou amedrontado.
    Os padrões individuais da ansiedade variam amplamente. Os sintomas físicos e viscerais variam de pessoa para pessoa. Psicologicamente, a ansiedade pode monopolizar as atividades psíquicas e comprometer, desde a atenção e memória, até a interpretação fiel da realidade.
     
     
     
    Sintomas da Ansiedade
     
     
     
    Sintomas Físicos
     
    • Tremores
    • Tensão ou Dor muscular
    • Fadiga fácil
    • Palpitações
    • Sudorese, mãos frias e úmidas
    • Boca seca
    • Vertigens e tonturas
    • Náuseas e vômitos
    • Rubor facial ou calafrios
    • Aumento de número de urinadas
    • Bolo na garganta
     
    Sintomas Emocionais
     
    • Sensação de Fraqueza
    • Inquietação, falta de sossego
    • Falta de ar ou fôlego curto
    • Impaciência ou afobação
    • Resposta exagerada às surpresas
    • Concentração ou memória ruim
    • Dificuldades com o sono
    • Irritabilidade e pouca tolerância
    • Emotividade excessiva
     
    Tratamento Naturológico
     
     
    Um tratamento focado na Naturologia baseia-se em:
     
    • Buscar causas (Avaliação através de anamnese, avaliação das íris, pulso, lingua, desenho livre, queixa livre)
    • Resgatar a harmonia interna (física, energética, emocional, mental, social, ambiental, espiritual)
    • Estimula o Auto-conhecimento
    • Práticas Complementares Integrativas (terapia floral, massagens, reiki, meditação, arte-integrativa, aromaterapia, cromoterapia, fitoterapia, geoterapia, dentre outras)
    • Orientação alimentar (Trofoterapia)